Entre as medidas estão regras para regulamentar — e, segundo apurações anteriores, rever — mudanças aprovadas pelo Congresso para garantir dois dias de descanso por semana.
Ele votou pelo fim da escala 6×1, mas sua proposta de governo para o mundo do trabalho vai na direção oposta do que o trabalhador conquistou no Congresso. A mudança de posição de Flávio sobre a escala 6×1 ocorreu às vésperas da votação. Depois de passar meses criticando a redução da jornada e defendendo uma alternativa baseada na chamada “liberdade” para o trabalhador organizar seus horários, ele anunciou que votaria a favor da proposta porque, segundo afirmou, havia ouvido os trabalhadores durante a campanha.
Entre esses pontos estaria justamente a substituição da negociação coletiva pela negociação direta entre patrão e empregado e a possibilidade de reduzir a remuneração conforme as horas trabalhadas.
É essa proposta que ajuda a explicar o conteúdo do pacotaço. Flávio é signatário da PEC 12, apelidada de PEC da Escravidão, apresentada por um dos seus coordenadores de campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), que cria um modelo alternativo de contratação baseado no pagamento por hora trabalhada.
Fonte: Portal CUT