Disse que a organização vive seu momento mais crítico desde que ele ocupou pela primeira vez a tribuna, em 2003, e está falhando em uma de suas principais missões: impedir guerras. Ao longo do pronunciamento, também criticou interferências externas em eleições e declarou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.
“O sentimento que me move hoje é o da indignação”, afirmou. Segundo Lula, a credibilidade da ONU “nunca esteve tão baixa” e sua capacidade de proteger os mais vulneráveis “nunca foi tão pequena”. Ele atribuiu parte da crise ao imobilismo do Conselho de Segurança e lembrou que, já em 1946, o Brasil alertava para os riscos do poder de veto das grandes potências.
“Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez”, disse. Para o presidente, as concessões à “lei do mais forte” passaram dos limites. “A guerra não é a continuação da política por outros meios. É a falência total da política.”
“Quintal de ninguém” – Ao tratar da América Latina, Lula falou em “recrudescimento de tentações hegemônicas” e fez uma das declarações mais fortes do discurso: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de parceiros com uma agenda positiva, que fomente o desenvolvimento”. Em nenhum momento ele citou o nome dos Estados Unidos ou do presidente Donald Trump, a quem ontem acusou de agir como “imperador”.
Fonte: Congresso em Foco